Cobertura da eleição

Duas notas que a Folha de S. Paulo publicou hoje e que O Globo (que de duas semanas para cá estragou a cobertura razoavelmente isenta que fazia, enveredando por flagrante parcialidade) poderia dar:

. O "choque de gestão" de Geraldo Alckmin em São Paulo deixou, só até setembro, um rombo de R$ 1,2 bilhão nas contas do Estado. O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, confirma a informação. Há três meses, ele enviou ofício a todos os secretários proibindo novos investimentos e determinando "redobrada atenção do governo" e "rigorosa austeridade nos gastos públicos". Houve também "diminuição no ritmo de velocidade das obras", diz Fernando Braga, ex-assessor especial de Alckmin e hoje secretário de Planejamento.

. Não, a TV Globo não fez debate em 98, na reeleição de FHC, mas as chamadas para o debate de amanhã batem estaca, com Lula -e com William Bonner, desta vez, prometendo "ajudar você [eleitor] na hora de fazer sua escolha".



 Escrito por Marcelo às 16h17
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O diplomata Vininha

Irrepreensível o artigo do Marcelo Dantas, no site No Mínimo, sobre a reintegração pós-morte do grande Vinícius de Moraes ao Itamaraty. O ato encerra a corrreção de uma medida arbitrária (como tantas) do governo Costa e Silva e faz justiça a esse homem que, mais do que muitos diplomatas, tanto fez pelo Brasil. Segue a íntegra do texto:

"A volta"

Marcelo Dantas

"Sofisticado, como sempre, o ministério das Relações Exteriores inovou na prática, já tradicional entre nós, de mostrar serviço no momento adequado. No último dia 8, a menos de um mês das eleições presidenciais, tornaram-se a abrir as portas do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, para a inauguração o espaço Vinícius de Moraes, dedicado à música brasileira. Em festa como há muito não se via, a Casa de Rio Branco celebrou, com o auxílio luxuoso da Mangueira e da Portela, a memória de nosso mais querido poeta e diplomata.

Ao erguer um brinde ao homenageado, o organizador da cerimônia, Jerônimo Moscardo, anunciou aos familiares do poeta, personalidades da política e artistas presentes que o ministro das Relações Exteriores estaria enviando à presidência da República minuta de decreto propondo a plena reintegração de Vinícius de Moraes ao serviço exterior brasileiro, com sua promoção ao nível mais alto da carreira. Tão logo seja aposta a assinatura de Lula, o imortal autor do “Samba da bênção” poderá enfim tornar-se embaixador, honraria que lhe foi negada em vida por um dos atos mais brutais da ditadura militar.

Em meados de 1968, durante a onda de protestos que sacudiu o regime, o marechal Costa e Silva teria redigido de próprio punho bilhete para o então Chanceler Magalhães Pinto ordenando: “Assunto: Vinícius de Moraes. Demita-se esse vagabundo”. Fato ou lenda, o incidente ilustra a irritação do regime com o poeta, causada não por sua escassa assiduidade ao trabalho, mas por notórias amizades à esquerda e uma discreta politização de suas letras. Tal irritação levou à abertura de processo administrativo contra Vinícius que acabou sendo exonerado, em meio às cassações que se seguiram ao Ato Institucional nº 5.

A caça às bruxas foi justificada pela ditadura como ato moralizador, objetivando purgar o serviço público de “corruptos, homossexuais e bêbados”. Amigos que foram receber Vinícius no Galeão, viram-no descer do avião abatido, amargurado, mas com uma garrafa de uísque em punho, para evitar qualquer mal-entendido:

- Eu sou bêbado!

Vinícius havia ingressado na carreira diplomática em 1943, aos 29 anos, já um respeitado poeta, jornalista e crítico de cinema. Nunca foi burocrata exemplar, mas por um bom tempo soube fazer da carreira o ganha-pão que lhe permitia alçar vôos mais altos. Serviu em Los Angeles, Paris e Montevidéu, sempre envolvido em projetos de apoio à cultura brasileira, atividade facilitada por sua rede de contatos e credenciais de intelectual. Em Los Angeles, foi amigo de Orson Welles, Disney, Marlene Dietrich, divulgando sempre um Brasil que, apesar de amar Carmem Miranda, era muito mais do que somente ela. Nas duas temporadas que esteve em Paris, encantou a intelectualidade francesa e tornou-se ponto de referência do crescente ir e vir de músicos, cineastas, jornalistas e literatos entre nosso país e a Cidade Luz. A todos ajudava e prestava apoio: “Deus e o Diabo na Terra do Sol” chegou a Cannes com legendas em francês escritas por Vinícius - textos que, segundo Gláuber, eram ainda mais poéticos que o roteiro original. No período de Montevidéu, seu talento, acoplado a um charme irresistível, foi verdadeiro trator a alargar nosso diálogo com escritores e artistas de todo o Cone Sul.

Nas longas temporadas que passou no Rio de Janeiro, ajudou (e muito) a criar a mística do Itamaraty como celeiro de intelectuais e grande bastião da cultura. À época, o Palácio da Rua Larga operava como verdadeiro centro da vida social e política da Capital Federal – em seus gabinetes, arquitetava-se a projeção do Brasil no concerto das nações; em suas recepções, tramavam-se os destinos do país. Era um Itamaraty generoso, que sabia abrigar tanto homens de ação quanto homens de pensamento, pessoas das mais diferentes inclinações e interesses, em leque ecumênico que ia do jovem economista Roberto Campos ao promissor literato João Guimarães Rosa. Deles, exigia-se apenas que fossem geniais.

Ali, Vinícius estava em casa. O Itamaraty era seu porto e seu amparo, a instituição que lhe dava segurança e status para ir-se transformando em um dos mais ativos intelectuais da época. Em setembro de 1956, com o espetáculo “Orfeu da Conceição”, o poeta atingia seu auge, na síntese perfeita entre o erudito e o popular, a tradição clássica e alma brasileira, o drama e a música. Foi também o momento em que descobriu Tom Jobim e com ele iniciou a parceria que faria o mundo se ajoelhar diante do Brasil. Que mais poderia o Itamaraty exigir de seus funcionários? A arte de Vinícius era tão cativante que tinha o dom de se converter em política de Estado. Embaixador algum fez tanto pela pátria quanto ele.

Na virada dos anos 60, Vinícius começou a ficar grande demais para nossa Chancelaria. Sua celebridade atiçou a inveja dos medíocres e sua escassa fidelidade aos rigores do expediente cresceu a ponto de tornar-se lendária. Dizem que, certa feita, o poeta sumiu por quase três meses. Seus companheiros de trabalho chegaram a pensar no pior, mas afinal descobriram que ele se trancara em seu apartamento do Parque Guinle com o violonista Baden Powell, num mergulho criativo e existencial, do qual os dois somente emergiram após esgotarem duas caixas de uísque contrabandeadas pela mala diplomática. Ali nasceram os afro-sambas; canções quatro décadas à frente de seu tempo.

Enquanto foi apenas poeta, Vinícius teve vida amena no Itamaraty, como João Cabral de Melo Neto, outro grande poeta, que sequer fazia questão de ser conhecido como diplomata. Mas ao enveredar pela música popular, e emprestar seus versos a chorões e sambistas, Vinícius conquistou a inimizade de quem nisso via comportamento licencioso, prejudicial à instituição. Houve mesmo tentativa de impedi-lo de fazer sua primeira apresentação ao vivo, em show na boate “Au Bon Gourmet”, na companhia de Tom Jobim e João Gilberto. A crise foi contornada com a decisão salomônica da alta cúpula do Itamaraty de que Vinícius poderia cantar, mas teria que se apresentar de terno e gravata. E foi assim, a caráter, que o mundo soube pela primeira vez da “Garota de Ipanema”, símbolo máximo do encanto despojado de nossa beleza e segunda canção mais gravada de todos os tempos. Nosso verdadeiro hino nacional.

Vinícius dava muito ao Itamaraty e pedia pouco em troca. Jamais usou da fama para caronear colegas ou conseguir postos cobiçados. Com 25 anos de carreira era ainda primeiro-secretário, posto que equivaleria no Exército à patente de capitão. Nunca fez mal a alguém, mas foi pelo mal alheio atingido. De certo modo, a expulsão de Vinícius marcou o fim de um Brasil afável e sonhador, que acreditava poder tornar-se um dia um país melhor. Nas trevas da ditadura, perdemos a pureza de nossa alma e a gentileza em nosso modo de ser.

Quaisquer que sejam as motivações do atual governo em promover tão tardia redenção, o Brasil agradece. E espera que, sem gravata nem terno, o poeta, agora embaixador de pleno direito, continue. Para sempre iluminando nossas vidas".



 Escrito por Marcelo às 13h25
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E vive São Cosme e Damião!

 
"Falange do Erê"
 
Aluizio Machado / Arlindo Cruz / Jorge Carioca
  
"Só quem acredita, vê
Essa vida é um doce
Mesmo se não fosse, eu seria assim
Sou menino brincalhão
encontrei a chance bem ao meu alcance
e agarrei prá mim (eu dou...)
 
Doum, viva Cosme e Damião (Doum)
Doum, viva Cosme e Damião
(viva Cosme e Damião)
Viva Cosme e damião, Doum
Doum, viva Cosme e Damião
 
O que importa é que a gente miúda
me trouxe ajuda quando precisei
O que prego nas minhas andanças
é que só as crianças me ditam a lei
Assim me sinto protegido, ungido
com a viscosidade de fé
Sua benção é presença imensa
que vença com a crença
quem tem seu axé (eu dou...) 
 
A vida tão amargurada
essa gurizada me fez renascer
Hoje sou cobra criada, salva e beijada
Falange de Erê
27 de setembro eu sempre me lembro
não esqueço de dar
cocada, passoca, suspiro, pipoca
bolo, bala, bola, cuscuz e manjar (eu dou...) 
 
Quem tiver, que embrulhe e manda
Não vou me intimidar
Posso com qualquer demanda
eu mando é sem embrulhar
Sou Aluízio Machado,
não mando recado, prometo e faço
e quero muito respeito
sou o braço direito do Beto Sem Braço"


 Escrito por Marcelo às 12h57
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Ofensa?

"Nunca imaginei que fosse uma ofensa dizer que o candidato Sérgio Cabral apóia o Garotinho. Pensei que fosse apenas um erro político".

Frase de Vladimir Palmeira, levantando aplausos, após um absurdo 'direito de resposta' concedido a Sérgio Cabral pela produção do debate da TV Globo entre os postulantes ao governo do Estado. O apresentador advertiu que as manifestações da platéia eram proibidos, mas eu de cá faço coro: clap, clap, clap!



 Escrito por Marcelo às 23h28
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Mautner

"Belezas são coisas acesas por dentro
Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento"

Jorge Mautner



 Escrito por Marcelo às 23h22
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Festival do Rio no Críticos.Com

Entram no ar hoje, no site Críticos.Com, minhas duas primeiras resenhas sobre filmes do Festival do Rio. Os textos, dos quais posto trechos abaixo, se referem a Uma coisa toda nova e Meus quinze anos*, mas o site está repleto de outras análises sobre as produções incluídas na programação. Na equipe que está cobrindo o Festival para o Críticos.Com, estão também Marcelo Janot, Carlos Alberto Mattos, Jaime Baggio, Maria Silvia Camargo, João Marcelo F. de Matros, Luiz Fernando Gallego e Daniel Shenker Wajnberg.

Uma coisa toda nova - (...) Com a exceção de seqüências pontuais – destaque para a que um colega de turma do adolescente identifica as tradicionais máscaras da tragédia e da comédia como um ‘emoticon’ – o filme afunda em suas próprias pretensões. Seja nos diálogos, diretos demais para um situação de tanta complexidade; seja na desnecessária repetição de seqüências (como a polução noturna do garoto), Buchbinder coloca negrito sobre o que está implícito, e acaba por lançar uma luz forte demais numa zona que deveria se marcar pela penumbra. (...)

Meus quinze anos - (...) O tom róseo e caricatural que marca as seqüências iniciais de Meus quinze anos antecipa o grande achado desse delicioso filme da dupla Richard Glatzer (ex-assistente de Sidney Lumet) e Wash Westmoreland (conhecido pela direção de produções pornô): o notável uso das cores de cenário e figurino como alegoria dos contrapontos que a trama vai estabelecer. Magdalena é a filha mais nova de uma família mexicana religiosa radicada em Los Angeles. Prestes a completar 15 anos, ela espera ter uma festa à altura do debute da prima mais abastada, que incluiu toda a cafonalha característica de tais eventos: música ao vivo, vestidos ornamentais, a tradicional valsa, além do passeio numa limusine. (...)

* Sobre este, o Jaime Baggio também escreveu, e com um ponto de vista bem diferente...



 Escrito por Marcelo às 13h10
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Moacyr Luz em entrevista

E o Edu Goldenberg aprontou mais uma em seu Boteco: desta vez, a imperdível entrevista é com Moacyr Luz. Num papo descontraído e salpicado por cerveja, cachaça, belisquetes e canções, o Moa fala de sua infância, do começo da carreira como músico, do encontro com o parceiro Aldir Blanc e, claro, claro, dos 'botequins com filial'. O Edu ainda postou fotos (como esta acima) e um breve vídeo em que o cantor mostra um samba inédito, composto com o Sereno. Já aconselhei o amigo a juntar todas as conversas num livro, que desde já se anuncia antológico.

Leia, abaixo, um trecho da entrevista, em que o Moa fala do grande Hélio Delmiro. Confira a conversa na íntegra aqui.

"(...) ML: O Hélio Delmiro tocava com a Elis Regina! Nesse dia eu me lembro que ele tava com uma barbona, ele tinha feito, se não me falha a memória, ele tinha vindo de um show com a Elis, com a Elizeth Cardoso... Muitas pessoas! Já era um homem conceituadíssimo! E aí tem as coisas que funcionam na vida... Nisso, todo dia, ele dizia... “Olha, se você não tiver o que fazer vem pra cá amanhã!”, “Olha, eu vou ensaiar com a Elizeth Cardoso, você quer ir lá?”... Eu falo pra você do fundo do coração... Eu sabia quem era Elizeth Cardoso porque minha avó falava pra mim que ela morava no Catumbi também, e que era vizinha de uma tia dela... Mas nada da importância da Elizeth Cardoso... Eu era garoto e o Dorival Caymmi morava dois prédios depois do meu avô... E meu avô e o Dorival Caymmi se falavam quase todos os dias na banca de jornal... Aí meu avô falava comigo... “Esse aqui é o Dorival!”... Como se fosse um vizinho, nunca me explicou... Tem muita coisa que até hoje qualquer um de nós aqui, sem filosofar, só vai ter noção do que viveu... depois. Não conseguimos ficar atentos ao que está se passando, não... A gente acaba invejando as coisas, invejando momentos passados, sem perceber que nós estamos fazendo a mesma coisa aqui... Você aqui no teu bar aqui (se dirigindo ao Márcio)... Tá renovando uma história que foi de Madame Satã, que foi de Geraldo Pereira... Os caras estão aqui só que... O mundo também o outro, né? Velocidade, tempo... Mas eu comecei a ir pra casa de Vitor Assis Brasil, direto, o Helinho tocava com o Vitor e com o Luiz Eça... Mas nesse momento eu disse pra minha mãe, alguma coisa do tipo “A minha vida é musical...”... E minha mãe percebeu isso, rapaz, percebeu... de eu continuar morando no Méier... Nós alugamos um apartamento no Méier... E ali eu comecei... Não saía da casa do Hélio! Ele ia fazer ensaio com a Elis Regina e eu ia. Isso tudo na minha cabeça... Eu comecei a fazer música, a compor... E aí eu via coisas interessantes... Eu conheci o Paulo César Pinheiro nesse período... Porque o Helinho tinha acabado de fazer um êxito nacional, considerado, até hoje, ele foi produtor do disco “Claridade”, da Clara Nunes... Foi o primeiro disco de uma cantora de samba a alcançar a marca de 500 mil cópias... E logo depois ele produz a obra-prima do João Nogueira, pra mim, que é o “Vem quem Tem”, disco do João Nogueira que ele tá com a camisa do Flamengo, o rosto assim, redondo, né? E eu conheci muito o João nessa época... Porque um esboço do Clube do Samba era, acho... na José Veríssimo... Uma das ruas ali, era... (pensando)... Carolina Santos... José Veríssimo... lá em cima, uma casa azul e branca... Tem umas fotos do João muito bacanas, ele na janela, o pessoal embaixo, o Sérgio Cabral... Eu conheci aquela casa, conheci aquele terreno, conheci o Roberto Ribeiro... Mas... presta atenção! Eu nenhum momento eu imaginei que a minha vida fosse virar o que virou... Assim... O que pôde virar... Porque eu olhava pro Roberto Ribeiro e digo aqui, sinceramente... As minhas ambições musicais eram outras... Não era ser compositor, eu queria ser um instrumentista igual ao Hélio, então eu estudava 10, 12 horas por dia... escalas... Eu virei aquele cara de colégio que leva o violão pra sala de aula e não estuda, fica lá embaixo tocando violão... Na escada de um botequim qualquer... Consegui chegar à faculdade às duras penas... Já não tava nem me importando... Então nesse momento é interessante você observar como você cria sem saber os seus grupos... Então essa coisa de tocar violão, você anda com o violão na rua, e vem um cara e te olha com o violão na rua e diz “você toca?”, engraçado... Em 1976, eu tinha 18 anos. (...)"



 Escrito por Marcelo às 10h56
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Poesia hoje

"Insônia"

Paulo Henriques Britto

"Na noite imperturbável,
infinitamente leve
a consciência se esbate,
espécie de semente
sobre um campo de neve
neve macia e negra
intensamente morna
onde o tempo se esquece
na inércia indiferente
das coisas que só dormem

onde, alheia ao mistério
de tudo ser evidente,
inteiramente encerrada
dentro do espaço exíguo
que é dado a uma semente


inútil como fruta
que não foi descascada
e apodreceu no pé,
jaz a semente aguda
profundamente acordada."



 Escrito por Marcelo às 17h29
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Ainda mais rápidas

. Foi bacana pacas, na tarde de sábado, ver a Carol Saboya cantar a música que compus com ela, observada de perto pelo pai, Antonio Adolfo. Ela foi aplaudidíssima, as pessoas pareceram gostar, e eu tive a certeza de que quero brincar mais de fazer letras;

. Em meio à correria da mudança, tenho conseguido ver alguns filmes do Festival do Rio. Amanhã, minhas resenhas sobre Uma coisa toda nova e Meus quinze anos estarão no Críticos.Com. O site já disponibiliza críticas de várias produções programadas dentro do evento. Vale conferir;

. Hoje começo a ler Sonho interrompido por guilhotina, o novo livro de contos do Joca Terron;

. No sábado, eu me mudo de vez para o Jardim Botânico e, com menos correria, espero poder escrever mais aqui;

. A capa do livro? Nada, ainda...



 Escrito por Marcelo às 15h23
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Rápidas

. Estou enroladíssimo com um evento "de monta" aqui na OAB/RJ, além da mudança;

. Foi ótimo o debate na Da Vinci. Quem não esteve lá, perdeu;

. Hoje começa o Festival do Rio. Quero ver vários filmes, tenho que escrever sobre alguns, mas e o tempo?;

. Ansioso para ver a capa do livro e até agora nada;

. Ganhei uma antologia linda de poesia portuguesa, organizada pelo Eugénio de Andrade. Em breve, postarei alguns poemas;

. Flávio Izhaki postou, no Bohemias, sobre o bate-papo com o Luiz Vilela no CCBB. Queria ter ido;

. Carpinejar organizou um Desafio Literário de minicontos lá na Unisinos. Confira aqui;

. Amanhã tem Carol Saboya e Antônio Adolfo no Jardim Botânico. Às 17h;

. Pensando em votar útil na juíza. A que ponto chegamos, meu Deus!;

. Preciso de um fim-de-semana na Serra;

. Correndo, correndo, correndo. Como diria o Marcelino: vamunessa e eta danado!



 Escrito por Marcelo às 11h55
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Encontros no Subsolo /A coisificação do outro

Hoje, às 18h30, vou mediar esse debate, durante o qual pretendemos analisar a banalização da violência a partir do conceito de "coisificação do outro", formulado pelo psicanalista Jurandir Freire Costa. A entrada é franca.



 Escrito por Marcelo às 13h09
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Luiz Vilela

Além do lançamento do novo romance do Antônio Torres (às 20h, na Letras & Expressões), hoje vai rolar no CCBB mais uma edição do Laboratório do Escritor. O convidado é o mineiro Luiz Vilela, contista de prosa deliciosa que lançará em breve a novela Bóris e Dóris pela Record. No Laboratório, os autores são instados a descrever a elaboração de seus livros, desde o momento em que tiveram o insight da história até sua publicação e divulgação. O evento está marcado para 18h30, com prévia distribuição de senhas.



 Escrito por Marcelo às 11h56
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Antônio Adolfo e Carol Saboya

No próximo sábado, a Carol Saboya vai lançar o cd que gravou com o pai, o pianista Antônio Adolfo. O álbum, sobre o qual a amiga Monica Ramalho escreveu aqui, é o registro de uma despretensiosa apresentação da dupla nos Estados Unidos, que acabou sendo gravada por um técnico de som e virando disco. Como a Monica observou, o trabalho traz belos achados, como a reunião, na mesma faixa, "das legendárias Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, e Bambino, de Ernesto Nazareth e Catulo da Paixão Cearense". Além do repertório do cd, Carol e Adolfo terão momentos solo. Num deles, a cantora pretende mostrar a canção Quando o verbo é partir, minha primeira parceria com ela.

Como se tudo isso já não bastasse, o show terá a participação de Paulo Jobim e acontecerá no Espaço Tom Jobim, dentro do Jardim Botânico, ao cair da tarde (17h) - ou seja, em clima carioquíssimo. Os ingressos custam R$ 30, com meia-entrada para estudantes. 



 Escrito por Marcelo às 10h45
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Pelo fundo da agulha

O Prosa & Verso (O Globo) de sábado passado publicou resenha minha sobre o livro Pelo fundo da agulha, o novo romance de Antônio Torres (que será lançado amanhã, a partir das 20h, na Letras & Expressões no Leblon). Posto, a seguir, a íntegra da resenha:

Dor e delírio em tempo e espaços condensados

Marcelo Moutinho*

Sempre que passa pela Travessa do Ouvidor, Antônio Torres pára por alguns segundos em frente à estátua de Pixinguinha para uma singela reverência. Mais do que simplesmente um pedido de benção ao mestre do choro, o gesto de Torres encerra uma poderosa metáfora sobre a própria obra. Desde "Um cão uivando para a lua" (1972), sua estréia na ficção, o escritor baiano radicado no Rio tenta jogar luz sobre um país que parece fora de foco. Através de personagens singularíssimos e desterritorializados, ele se detém sobre o que é peculiar, no específico, na cor local. Cor que, de uma forma ou de outra, em geral se dissipa.

Vida e obra se amalgamam quase que indissoluvelmente na trajetória de Torres, cimentada em 10 romances que a Record vem reeditando e agora ganham a companhia de "Pelo fundo da agulha", com noite de autógrafos marcada para a próxima terça (19), na Livraria da Travessa. O novo título marca o realinhamento do autor com os elementos estéticos e temáticos dos trabalhos anteriores a seu recente passeio pela narrativa histórica, que rendeu "O Centro das nossas desatenções", "Meu querido canibal" e "O nobre seqüestrador". Paralelamente, o livro fecha a trilogia iniciada há 30 anos com "Essa terra" e que se seguiu com "O cachorro e o lobo", lançado em 1997.

A trilogia centra-se sobre o êxodo nordestino sob o ponto de vista do protagonista Totonhim, originário do pequeno município de Junco, no sertão da Bahia, e cujo irmão, Nelo, emigrou para São Paulo, em percurso que espelha o do próprio autor. Em "Essa terra", Totonhim relata a volta trágica do irmão ao torrão natal, que sob a pena de Torres ganha a dimensão mítica de uma Macondo, embora seja real e, tendo trocado de nome, esteja hoje inscrita no mapa como Sátiro Dias. No retorno cercado de expectativa após duas décadas vividas no "Sul Maravilha", Nelo procura tatear a identidade que fora esgarçada ao limite na megalópole - e tropeça no impasse. Se a migração não lhe reembolsara o milagre prometido, Junco agora ficara inevitavelmente para trás. Sem lugar, resta-lhe o suicídio.

Em "O cachorro e o lobo", é Totonhim, já radicado em São Paulo, quem pega a estrada rumo ao passado a fim de tentar desfazer, a partir do reencontro com o pai e com a topografia do lugar que virou lembrança, o nó da morte do irmão. A viagem a Junco contempla uma outra viagem, interior, e o narrador turva sua saudade em choros e sambas-canção que parecem fora de época, reminiscências ainda latejantes de um tempo que vai, apressado. "Em quatro semanas, acabara descobrindo que o lugar em que nascera já não lhe pertencia. Sequer lhe oferecia um galho em que se segurar", lamenta o narrador. A aparente imobilidade das coisas escondia mudanças profundas. A exemplo de Nelo, Totonhim também perdera a cidade que um dia fora sua.

Situado mais de dez anos depois, "Pelo fundo da agulha" traz Totonhim recolhido a uma cama, entre o sono e a vigília, na companhia espaçosa da solidão. Recém-aposentado e envelhecido, longe da mulher e dos filhos, ele embarca em novo périplo, agora inteiramente introspectivo, no qual se reencontrará com a mãe. São Paulo, Junco, o pai, o primeiro amor, o irmão suicida, tudo virou apenas matéria de memória, que remexe, movediça e fantasmagórica, em seu delírio.

"Era outra a cidade, e outro o país, o continente, o mundo deste outro personagem, um homem que já não sabia se ainda tinha sonhos próprios", anota o narrador, que atua como uma espécie de ‘consciência crítica’ do protagonista, chegando a intervir no enredo. Quanto Totonhim pretende carregar na dramaticidade para justificar a ausência da esposa, por exemplo, ele o repreende: "Vamos combinar que esta história da morte brutal da sua mulher é má literatura ou, no mínimo, uma solução fácil, senhor".

Torres mais uma vez comprova sua destreza na construção de mundos complexos em tempo e espaços condensados. Como já havia acontecido em "Balada da infância perdida" (1986), cuja trama decorre durante uma única madrugada e limita-se ao apartamento do protagonista, o desvario de Totonhim dura apenas algumas horas e se dá no exílio de seu quarto. O isolamento que a aposentadoria agravou é "uma dor que puxa os restos das outras" e o leva a concluir que numa cidade como São Paulo "é possível você suportar tudo, quase tudo, menos a falta do que fazer".

Um regresso a Junco não faz mais sentido – ele já o experimentara. Tampouco lhe apraz a dura poesia concreta das esquinas paulistanas. Na cidade natal, havia o sonho de partir. Na metrópole, o de voltar. "Agora era janeiro. De um ano qualquer, já numa década avançada do século XX, que ia inflando, inflando, como um balão de gás solto no ar, levando sua juventude dentro dele". E Totonhim esvaziou-se.

Estrangeiro onde quer que esteja, ele não vislumbra a perspectiva de reatar os fios que se romperam e flerta com a possibilidade do suicídio, personificada numa bela (porém demasiado longa) citação de "O mito de Sísifo", de Camus. Junco, e mesmo São Paulo, são agora cidades imaginárias, passíveis de existência tão-só na remontagem quase fictícia que as recordações engendram. Na tentativa de impedir sua extinção, ele se apega em desespero a tais imagens.

Torres pinta o crepúsculo de seu personagem em tons sombrios, matizando um Brasil que enjeita a padronização e, sob o silêncio opaco de milhões de testemunhas, também começa a desaparecer. Ao registrar em papel a história de Totonhim, o autor acaba por salvá-la do esquecimento e esculpindo a memória em pedra bruta - como aquela que, já lapidada, tomou a forma de Pixinguinha e parece tocar sax em plena Travessa do Ouvidor.

* Escritor e jornalista



 Escrito por Marcelo às 12h29
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"Voz estranha, hein"

Acabo de saber, pelo blog do Pepê, que faleceu por esses dias o advogado Luiz Pareto. Quem viveu os anos 80, lembra bem do clássico trote telefônico que circulou em fitas cassete e no qual Pareto tenta solicitar o conserto de seu aparelho falando com um suposto funcionário da Telerj. Luiz Pareto, Eliseu Drummond, Zé Augusto e os outros que participam da conversa se transformaram subitamente em personagens de antologia. Se você já conhece a gravação e quer relembrá-la ou se nunca ouviu e quer saber do se trata acesse aqui.



 Escrito por Marcelo às 12h09
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Primavera dos Livros

No próximo fim-de-semana, vai rolar a edição de 2006 da chamosa Primavera dos Livros, que homenagerá Oscar Niemeyer. Como tradicionalmente, a grande atração do evento serão os descontos (de 20% a 40%) nas publicações das editoras participantes, todas elas pequenas e médias empresas que se reúnem sob a asa da Libre (Liga Brasileira de Editoras). Está previsto também um estante com saldo de livros a R$5,00. Quanto aos debates, a programação deste ano parece ter privilegiado a não-ficção. Destacaria os painéis As veias abertas da América Latina, com Emir Sader, Carlos Eduardo Martins e Carlos Walter Porto-Gonçalves; e Brasil, o país do futuro ou a morte no paraíso, com Alberto Dines e Sebastião Lacerda. Na seara ficcional, prometem ser interessantes os Desconcertos de prosa, organizados pelo Claudinei Vieira, e que consistirão de dois bate-papos, incluindo leitura de textos: o primeiro, no sábado, com Flávio Moreira da Costa; o outro, no domingo, com o amigo Mariel Reis. Haverá também uma mesa sobre poesia urbana, com Alberto Pucheu, André Gardel e Afonso Henriques Neto. A Primavera acontecerá no Jóquei (Gávea), com ingressos a R$ 3,00, com meia-entrada para estudantes (menores de 12 anos, maiores de 65, professores e bibliotecários não pagam). Confira o programa completo aqui.



 Escrito por Marcelo às 11h10
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Saramago, por Meirelles

 

Através da Ilustrada (Folha de S. Paulo) de hoje, soube que o excepcional romance Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, vai virar filme pelas mãos do brasileiro Fernando Meirelles. O diretor de Cidade de Deus foi convidado pela produtora Rhombus Media para dirigir a adaptação e adianta que não pretende transformar os cegos do enredo em zumbis, o que já tranqüiliza, pois o temor numa transposição como essa é o filme virar uma simples caricatura da obra literária. Na entrevista à Folha, no entanto, ele se limita a platitudes: Há aspectos no livro que me interessam, como a fragilidade da civilização. As pessoas perdem a visão e ocorre um colapso da civilização. A gente é um bando de animais com uma casquinha de civilização, e, quando você mexe, tudo se perde. Parece que a gente não enxerga mesmo, a gente está destruindo o planeta, esquentando o planeta, e nada muda. É uma metáfora sobre a cegueira destes tempos". Esperemos...



 Escrito por Marcelo às 21h42
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Lançamentos marcados

Confirmado: o lançamento do meu novo livro, Somos todos iguais nesta noite (Rocco), será no próximo dia 13 de novembro, segunda-feira, na Livraria da Travessa de Ipanema. No dia 21 do mesmo mês (terça da semana seguinte), caberá ao querido Henrique Rodrigues comparecer aoao chamado 'Travessão', onde autografará os exemplares de seu A musa diluída (Record). Marquem já em suas agendas, pois esperamos todos: conhecidos, amigos e inimigos.

 Escrito por Marcelo às 18h32
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Turbilhão Literário

Amanhã, a partir das 18h, o Espaço Constituição vai sediar o I Turbilhão Literário. O evento contará com duas mesas-redondas (A poesia contemporânea atual e Os desafios da prosa contemporânea), que reunirão Alex Popini, David Cohen, Daniel Gil, Victória Saramago, Raphael Vidal e Leonardo Kaltner, além de leitura de poemas. O Espaço Constituição fica na Rua da Constituição, 31.



 Escrito por Marcelo às 10h36
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Bate papo com o Aldir

Não deixem de ler a sensacional entrevista que o amigo Eduardo Goldenberg fez, em seu Boteco do Edu, com o grande Aldir Blanc. Segue uma pequena 'prova' do bate papo, que enveredou pela política, pela música e - claro - pelo futebol. Confira a íntegra aqui.

"EG: Você é um cara tímido?

AB: Não, eu não sou um cara tímido. Eu sou um cara até bastante agressivo em relação às pessoas que me cercam. Eu quando eu saio, eu saio pra valer. Mas eu acho que a consagração do compositor popular, que é o que eu sou, que é o que eu quero ser, tudo em volta disso é o que eu ganhei a mais, é a hora em que o sujeito canta (cantando) “Tá lá o corpo estendido no chão...”, e o cara não sabe que é você, ou uma vez que eu tava na gafieira, e o cara disse, na hora em tocou “Dois Pra Lá Dois Pra Cá”, “vou dançar que essa é a minha música”, e eu tenho certeza que ele não sabia que era eu, ou o cara que vem batucando (assobia “Kid Cavaquinho)... E que se dane. Eu acho que essa é a essência do compositor popular. Compositor popular que não sonha com o anonimato é uma besta."



 Escrito por Marcelo às 12h09
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Os sambas dos bairros

 

Amanhã, às 22h, os amigos Ana Costa e Pedro Paula Malta estréiam novo show no Mistura Carioca. Com roteiro do querido Lefê Almeida e direção musical do parceiro Lucas Porto, o espetáculo propõe um passeio pelos bairros do Rio através de seus sambas e ficará em cartaz nas quinta-feiras do mês de setembro. Entradas a R$ 12,00. Estaremos lá!

 


 Escrito por Marcelo às 18h14
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Poesia hoje

"Coisas da terra"

Ferreira Gullar

"Todas as coisas de que falo estão na cidade 
entre o céu e a terra. 
São todas elas coisas perecíveis 
e eternas como o teu riso, 
a palavra solidária 
minha mão aberta 
ou este esquecido cheiro de cabelo que volta 
e acende sua flama inesperada 
no coração de maio.  Todas as coisas de que falo são de carne 
Como o verão e o salário.  Mortalmente inseridas no tempo, 
estão dispersas como o ar 
no mercado, nas oficinas, 
nas ruas, nos hotéis de viagem.  São coisas, todas elas, 
cotidianas, como bocas 
e mãos, sonhos, greves, 
denúncias, 
acidentes de trabalho e do amor.  Coisas, 
de que falam os jornais, 
às vezes tão rudes 
às vezes tão escuras 
que mesmo a poesia as ilumina com dificuldade. 
Mas é nelas que te vejo pulsando, 
mundo novo, 
Ainda em estado de soluços e esperança".



 Escrito por Marcelo às 15h31
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Abrindo o voto

Falta apenas um mês para as eleições e já fiz minha opções. Não pretendo influenciar ninguém, apenas apresentar meus candidatos e as razões que me levaram a escolhê-los:

Presidente - Cristóvam Buarque: Será a primeição eleição presidencial em que não vou de PT. Pensei em votar na Heloísa Helena, até porque creio que o governo Lula precisa saber e sentir que no país há oposição ética (não é, evidentemente, o caso do PSDB ou de outros partidos que em tempo recorde arvoraram-se em arautos da moralidade), mas sua visão de conjuntura é primária demais. Além disso, arrepio-me só de pensar num Babá no ministério. Cristóvam me parece o mais preparado e articulado dos candidatos e só mudo o voto se, por um milagre, houver alguma ameaça de o 'mauricinato tucano' voltar ao poder.

Governador - Vladimir Palmeira: Com longa folha de serviços prestados à democracia, Vladimir não enveredou nem pelo jogo do poder pelo poder, como alguns de seus colegas petistas, nem pelo radicalismo às vezes primário de seus ex-companheiros que hoje estão no PSOL. Diante do triste quadro de postulantes do governo do Estado, me parece a melhor opção.

Senador - Jandira Feghali: Aqui nem é precio pensar muito. E mesmo de não simpatizasse com a Jandira, escolheria ela para evitar o mal maior, personificado por Francisco Dornelles.

 

Deputado federal - Fernando Gabeira: Este é meu voto mais feliz. Sempre votei no Gabeira, cuja trajetória política foi objeto de minha monografia de conclusão do curso de Jornalismo. Parlamentar ético e trabalhador, intelectual com análise equilibrada e sagaz sobre a contemporaneidade, Gabeira é o político que hoje mais se afina com as minhas idéias.

Deputado estadual - Cid Benjamim: Aqui vou de PSOL, embora discorde das propostas do partido. Votarei no amigo Cid Benjamim, que conheço pela história digna e pelo jeito sempre afável e sem frescuras. Precisamos de um deputado com fogo nas ventas para fiscalizar aquela Assembléia.



 Escrito por Marcelo às 14h46
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História do documentário brasileiro

Outro curso que promete ser muito bacana versará sobre a História do documentário brasileiro e acontecerá na Cinemateca do MAM, entre 4 de outubro e 9 de dezembro, com aulas aos sábados. Entre os professores, estarão feras como João Luiz Vieira, João Moreira Salles e o amigo Carlos Alberto Mattos, e durante o curso serão exibidos filmes raros. Informações, pelo email telabrasilis@cinestesia.com.br. Segue o programa:

14/10 - Documentário nos primórdios do cinema brasileiro: os "naturais". Professor: Hernani Heffner, professor da PUC-Rio, pesquisador da Cinédia e conservador da Cinemateca do MAM.

21/10 - Cinema silencioso: Silvino Santos e Major Tomás Reis. Professor: Sílvio Darin, técnico de som, documentarista e pesquisador. Autor do livro Espelho Partido – Tradição e Transformação do Documentário

28/10 - Humberto Mauro e o Instituto Nacional do Cinema Educativo (INCE). Professor: Fabián Nuñez, pesquisador e professor da UFF. Doutorando na mesma universidade e autor da dissertação de mestrado intitulada Humberto Mauro: um olhar brasileiro. A construção nacionalista no pensamento cinematográfico no Brasil.

04/11 - Rituais de poder: cinejornais e documentários institucionais.Professor: Eduardo Morettin, historiador e professor da ECA-USP, empreende pesquisas sobre as relações entre o Estado e o Cinema no Brasil.

11/11 - O documentário e o Cinema Novo. Professor: Arthur Autran, pesquisador e professor da UFSCar. Autor do livro Alex Viany: crítico e historiador.

18/11 - Cinema e televisão: o caso Globo Repórter. Professor: Carlos Alberto Mattos, crítico de cinema de O Globo e autor dos livros Eduardo Coutinho: o homem que caiu na real, Walter Lima Júnior - viver cinema, entre outros.

25/11 – O curta-metragem documentário dos anos 80. Professor: João Luiz Vieira, pesquisador, ensaísta e professor da UFF. Autor do livro Cinema-faca: o cinema de Sérgio Bianchi, entre outros.

02/12 - Panorama do documentário contemporâneo.  Professor: Mariana Baltar, doutoranda da UFF, onde desenvolve tese sobre o diálogo entre melodrama e documentário. Ministrou recentemente o curso Faces do Melodrama: Fassbinder, Almodóvar, Wong Kar Wai no Laboratório Estação.

09/12 – Perspectivas do documentário brasileiro Aula de encerramento com João Moreira Salles, documentarista e professor da PUC-Rio.



 Escrito por Marcelo às 11h22
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